Expectativas Realistas, Desejos Conscientes e Autocompaixão: um novo ano que começa por dentro
Todo início de ano carrega uma promessa silenciosa: “agora vai”. Criamos listas, metas, planos e, muitas vezes, expectativas altas demais para quem somos, para o tempo que temos e para os processos que estamos vivendo. O problema não está em desejar crescer, mas em transformar o desejo em cobrança constante, esquecendo que somos humanos — e não projetos a serem otimizados sem pausa.
O autoconhecimento nos convida a um caminho mais honesto: alinhar expectativas à realidade interna, escutar os próprios limites e transformar desejos em direções, não em punições.
Expectativas: quando ajudam e quando machucam
Expectativas realistas nascem do encontro entre sonho e contexto. Elas consideram:
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quem você é hoje (e não apenas quem gostaria de ser);
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o que já carrega emocionalmente;
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seus recursos internos e externos;
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seu ritmo.
Quando ignoramos esses fatores, a expectativa deixa de ser motivadora e passa a ser fonte de frustração, culpa e sensação constante de insuficiência. Autoconhecer-se é aprender a perguntar: isso é um desejo possível para mim agora ou uma exigência que estou reproduzindo?
Desejos que fazem sentido
Desejos saudáveis não gritam, eles orientam. Não exigem perfeição, pedem presença. Ao invés de metas rígidas, experimente formular intenções:
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Quero me escutar mais.
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Quero respeitar meus limites.
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Quero crescer sem me violentar emocionalmente.
Desejos conscientes reconhecem que o caminho não é linear e que recuar, descansar ou mudar de rota também é evolução.
O peso da autocobrança excessiva
Cobrar-se além do limite não gera constância, gera esgotamento. Muitas vezes, essa cobrança vem de padrões antigos: necessidade de aprovação, medo de fracassar, comparação constante ou crenças de que só merecemos descanso depois de “dar conta de tudo”.
Um novo ano não precisa começar com promessas de superação extrema, mas com um compromisso mais profundo: tratar-se com a mesma compreensão que você oferece aos outros.
Um convite para o novo ano
Que este ano seja menos sobre “dar conta” e mais sobre dar sentido.
Menos sobre acelerar e mais sobre sustentar.
Menos sobre se cobrar e mais sobre se conhecer.
O verdadeiro crescimento acontece quando expectativas se tornam realistas, desejos se tornam conscientes e a autocompaixão deixa de ser exceção para virar base.
Começar o ano por dentro é, talvez, a mudança mais transformadora que você pode escolher.
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